Horários dos treinos do colégio Piaget:
Masculino – quarta (17;30 as 18:30) e sexta (16:40 as 17:40)
Feminino – sexta (15:30 as 16:40) e sábado (9:00 as 10:00)
Revelação do basquete pernambucano troca a Ilha do Retiro pela General Severiano, no Rio de Janeiro
Desde que começou a ser convocada para disputar o Campeonato Sul-americano de basquete pelo Sport, em 2007, Marcelinha Rocha despertou o interesse do Botafogo-RJ. Passaram-se dois anos e o clube carioca ainda mantinha o desejo de tê-la em seu elenco. No fim do ano passado, veio a proposta oficial para a pernambucana que, com total apoio da família, aceitou o desafio de se transferir para o clube da Estrela Solitária, com apenas 16 anos.
A viagem acontece nesta terça-feira. Nos primeiros dias no Rio de Janeiro, a armadora terá a companhia da mãe, a autônoma Márcia Rocha. Depois de instalar a filha, Márcia retorna. Já Marcelinha assume a responsabilidade inerente aos atletas que optam em morar longe de casa. "Já sei que vou estudar no Colégio Santa Mônica. Como não acertei nada sobre a moradia minha mãe vai comigo. O contrato também vou assinar quando chegar lá. Sei que vou sentir muita falta do chamego da minha família. Tomara que eles possam me visitar sempre", declara a jogadora.
A mudança se deu, sobretudo, pela vontade que Marcela tem de um dia ser convocada para a Seleção Brasileira. Estando num grande centro da modalidade, ela acredita que o caminho se tornará mais fácil. "O basquete carioca tem outro nível técnico. É mais estruturado e também tem mais competições. Acho que vou estar mais perto de chegar a uma seleção", explica Marcelinha, que deu os primeiros passos no basquete graças a uma tia na quadra do Colégio Auxiliadora. Aos 11 anos, começou a defender as cores do Sport.
Seu rendimento nas categorias de bases de Leão logo chamaram a atenção do então treinador, na época, Roberto Dornelas. Em 2008, fez parte do grupo leonino que disputou o Campeonato Nacional adulto. No time do Botafogo, Marcelinha será dirigida por Orlando, mais conhecido pelo apelido de Alfinete.
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No mês de dezembro, a CBB realizou as divisões especiais de seus Brasileiros de Base.
Primeiro, o Sub-17 em Matinhos (PR). Depois, o Sub-15, em Caxias (RS).
São Paulo, como de costume, dominou as duas edições, e venceu ambas de forma invicta.
Os números, no entanto, parecem indicar a presença de talentos espalhados também em outras partes do nosso território.
No Sub-17, a cestinha foi a maranhense Maria Cláudia Teixeira (15 anos e 19,3 ppj). A carioca Nathália Lobato (16 anos) foi a mais eficiente, com 20,4 pontos. Outra carioca foi a maior reboteira: Isabela Costa (17 anos e 12,5 rebotes por jogo). Outra maranhense dominou as assistências: Renata Lima, com 8,4 por jogo; além de ser a segunda cestinha da competição, com 17,2 ppj.
No Sub-15, a cestinha foi a mesma: Maria Cláudia alcançou a média de 21 ppj. Uma paulista, Vanessa Gonçalves, dominou os rebotes (11,6) e a eficiência (24,4). E a pernambucana Sarah liderou as assistências (6,4).
Uma análise assim superficial talvez até tranquilize. Há talentos – poderíamos pensar – apesar do abandono das categorias de base.
Mas o que está sendo feito por essas meninas?
Há alguma supervisão? Alguém se importa se nos estados em que elas moram e treinam há apenas dois clubes em atividade? Ou se os torneios locais duram dez dias?
Será que em alguns anos quando elas por ventura chegarem à seleção adulta, repetiremos os comentários: “Fulana não tem fundamentos … Ciclana não tem arremesso… Beltrana não sabe ler o jogo… e ainda é fominha…”?
E quem acredita no oba-oba para 2016 imagina que as jogadoras para essa Olimpíada sairão de onde? Começarão a ser “frabricadas” quando?
Se a realidade incomoda, se terminamos o ano de 2009 angustiados com o envelhecimento de uma geração talentosa e com a indisponibilidade de estrelas pitizentas, a solução passa pela formação de novas jogadoras.
Que nesse novo ano alguém possa olhar por elas.
Feliz 2010!
Nascida na Jamaica, a adolescente Marvadene Anderson já chama a atenção na internet há alguns anos.
Uma busca no Google mostra como o espantoso crescimento da garota é retratado em uma série de reportagens, vídeos, fotos e especialmente em blogs especializados em mulheres altas.
Atualmente com 16 anos e ainda em crescimento, a jamaicana tem 2,11 m e poderia inclusive ultrapassar as célebres recordistas em altura Margo Dydek (2,18 m) e Uļjana Semjonova (2,13).
No entanto, em sua terra natal, Marvadene praticava outro esporte: o netball.
A altura incomum chamou a atenção e Marvadene foi recrutada por uma equipe do high scholl em New Jersey (Estados Unidos).
São apenas dois meses no basquete e a jamaicana estreou com seis pontos em partida disputada no começo desse mês.
A mentora da transformação da grandalhona em jogadora é a treinadora do time Mary Coyle-Klinger, que vem recebendo ajuda de sua irmã, Pat Coyle, ex-técnica do New York Liberty (WNBA).
E é Mary Coyle-Klinger quem determina: “Ela vai ser uma estrela.”.
O treinador argentino Ruben Magnano (foto) não comanda mais o Atenas de Córdoba, da Argentina. De acordo com os noticiários dos principais meios de comunicação locais, que divulgaram com surpresa esta informação, depois que o treinador se reuniu com o presidente do clube, Felipe Lábaque, comunicando sua decisão indeclinável de deixar o comando da equipe.
O treinador Ruben Magnano não deu muitos detalhes sobre a sua saída, alegando problemas particulares. No Brasil, existe a especulação de que o argentino estaria conversando com os dirigentes da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), para ser o substituto do espanhol Moncho Monsalve no comando da Seleção Brasileira Adulta Masculina.
O professor Jesus Antonio de Oliveira sonhou montar uma equipe extraordinária no basquete feminino de base. O sonho de formar uma equipe competitiva, talentosa, focada exigia tempo, dedicação e recursos. Não era uma tarefa fácil, porque Barretos estava distante dos principais centros competitivos do basquete. Era preciso vencer as barreiras internas, a falta de estrutura física e esportiva, superar as limitações de verbas e apoio.
A base foi montada com Patrícia, Mariana, Aline, Ana Paula, Bárbara e Camila. O grupo foi em 2007 a França para o mundial escolar de Pau. Era a mudança decisiva para consolidar a APAB como entidade focada no basquete feminino. A partir de 2008, o projeto do esporte de base tomou nova consistência e projeção. A comissão técnica ganhou um professor transformador. A chegada do técnico Alexandre Escame determinou a base tática e técnica da equipe.
Em 2009, Barretos venceu os Jogos Regionais em Franca, foi campeão escolar estadual e campeão brasileiro escolar em Londrina. Ficou em segundo lugar nos Jogos Aberto de São Caetano e 6o lugar no mundial escolar de Istambul, na Turquia.
A nova geração infanto-juvenil de basquete estava formada, com uma doutrina exemplar, com talentos brilhantes e uma formação notável. As dificuldades de infraestrutura física, a ausência de política pública de valorização esportiva, as limitações de acomodações e logísticas não impediram que o grupo reunido em torno de Alexandre Escame foi evoluindo.
Driele, Érika, Maila, Letícia, Joyce formaram o time base. O grupo contou com a incansável marcação de Emily, a força de Ana Flora, a dedicação de Karen, a renovação com Elizangela e Temille e a sensibilidade de Julie Figueiredo. No primeiro turno, o time teve ainda Rafaele, Ana Luiza e Jéssica.
A temporada de 2009 do infanto-juvenil da APAB veio coroar os sonhos do professor Jesus Antonio de Oliveira e confirmar Barretos como “centro de excelência no basquete feminino de base”.
A equipe disputou 30 jogos, com apenas duas derrotas. Acumulou mais de 2.150 cestas, uma media de quase 72 pontos por partida. As jogadoras assimilaram o esquema tático marcador do professor Alexandre Escame e evoluíram na maturidade interior, fixaram os objetivos e foram obstinadas na busca de novas vitórias.
A partida final foi disputada dia 19 de dezembro, as 17 no Rochão. Após um primeiro tempo muito tenso, com derrota de 27 a 25, o time barretense da APAB virou o jogo, fechando a partida em 64 a 54. O título consagra o talento individual, a união do conjunto, a eficiência de um esquema tático e a beleza do amor ao esporte.
Barretos, campeão paulista infanto juvenil com todos os méritos e encantos.
— 3ª Rodada – Quinta-feira (dia 17 de dezembro)
Rio de Janeiro 63 x 73 Paraná, São Paulo 93 x 37 Santa Catarina, Mato Grosso 34 x 63 Pernambuco e Maranhão 49 x 60 Rio Grande do Sul
18º CAMPEONATO BRASILEIRO SUB-15 FEMININO
DIVISÃO ESPECIAL (2009)
Local: Ginásio do Clube Juvenil (Caxias / Rio Grande do Sul)
Grupo “A”: São Paulo, Maranhão, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Grupo “B”: Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Mato Grosso
— 1ª Rodada – Terça-feira (dia 15 de dezembro)
Paraná 55 x 26 Pernambuco, São Paulo 94 x 34 Maranhão, Rio de Janeiro 81 x 31 Mato Grosso e Santa Catarina 43 x 63 Rio Grande do Sul
— 2ª Rodada – Quarta-feira (dia 16 de dezembro)
Mato Grosso 21 x 86 Paraná
Cestinhas: Aline Rocha e Ana Caroline (MT) 7pts e Isabela Marinho (PR) 19pts
Maranhão 47 x 59 Santa Catarina
Cestinhas: Maria Cláudia Teixeira (MA) 27pts e Mariana Oliveira com 19pts
18h00 – Pernambuco x Rio de Janeiro
20h00 – Rio Grande do Sul x São Paulo (20h)
— 3ª Rodada – Quinta-feira (dia 17 de dezembro)
Rio de Janeiro x Paraná (14h), São Paulo x Santa Catarina (16h), Mato Grosso x Pernambuco (18h) e Maranhão x Rio Grande do Sul (20h)
— Sexta-feira (dia 18 de dezembro)
Disputa de 5º ao 8º lugares
3º A x 4º B (14h) e 4º A x 3º B (16h)
Fase Semifinal
2º B x 1º A (18h) e 1º B x 2º A (20h)
— Rodada Final (dia 19 de dezembro)
08h00 – Disputa de 7º e 8º lugares
10h00 – Disputa de 5º e 6º lugares
12h00 – Disputa da medalha de bronze
14h00 – Disputa da medalha de ouro