quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ARGENTINA GANHA DE 62 A 57 DO CHILE

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ARGxxCHI_02 A Argentina derrotou a seleção do Chile por 62 a 57 (31 a 31 no primeiro tempo) e está classificada para a semifinal da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins. O jogo válido pela segunda rodada teve como cestinha a argentina Carolina Sanchez, com 13 pontos. A principal pontuadora chilena foi Ziomara Morrison, que anotou 12 pontos, apesar de ter atingido o limite de faltas ainda no terceiro quarto. Outro destaque da partida foi a chilena Paula Moya Muñoz que conseguiu um Duplo-Duplo com 10 pontos e 10 rebotes.
O técnico chileno Christian Santander creditou a derrota de hoje à falta de experiência da equipe.
— Isto nos custou alguns lances importantes na partida. Outro problema que enfrentamos foi a saída prematura de nossa principal jogadora (Morrison).
A concentração da equipe foi ressaltada pela cestinha chilena
— Entramos na partida muito focadas. Com certeza, isso nos fez jogar bem. Perdemos nos detalhes finais e isso é muito duro para nós.
O lado argentino não escondeu a surpresa em ter pela frente um jogo tecnicamente equilibrado.
— Não imaginávamos uma partida tão disputada. Tivemos muitos problemas ofensivos que nos obrigaram inúmeros ataques forçados. Mas nosso maior mérito foi defender até o final. Jogos contra o Chile são sempre duros, mas este foi mais.
Para o jogo de amanhã, contra a Venezuela, a seleção chilena almeja a primeira vitória na competição.
— Queremos ganhar e lutar pelo quinto lugar, que nos seria muito honroso, projetou o técnico Christian.
Já a Argentina, que luta para manter os cem por cento na competição amanhã contra Cuba, promete mudanças.
Com certeza, vamos repensar algumas atitudes e aprender com nossos erros, principalmente na parte ofensiva – afirmou Eduardo Pinto.
ARGENTINA (16 + 15 + 13 + 18 = 62)
Fernandez (10pts), Sanchez (13), Reggiardo (9), Pavon (10) e Cava (11). Entraram: Landra (5), Gatti (2), Paoletta (2), Burani (0), Flores (0), Mendoza (0) e Cejas (0). Técnico: Eduardo Lucio Pinto.
CHILE (08 + 23 + 14 + 12 = 57)
Gomez (11pts), Morrison Jara (12), Moya Muñoz (2), Quintana Correa (7) e Valenzuela Cerda (1). Entraram: Novion (11), Troncoso Gajardo (10), Serrano Aburto (0), Curaz Moya (0), Naranjo Postigo (3), Morales Leyton (0) e Leiva Grez (0). Técnico: Christian Santander.

BRASIL SUPERA PORTO RICO NO PRIMEIRO DIA DE COMPETIÇÃO POR 78 x 34

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Cuiabá / Mato Grosso – O Brasil estreou com o pé direito na 6ª Copa América Feminina – Pré Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá. As comandadas do técnico Paulo Bassul derrotaram a seleção de Porto Rico por 78 a 34 (43 a 18 no primeiro tempo). A brasileira Adrianinha Pinto foi a cestinha da partida com 18 pontos. A principal pontuadora de Porto Rico foi Cynthia Marie, com 14 pontos.

Utilizando todas as atletas do banco, Paulo Bassul considerou positiva a primeira partida.

- Estrear é sempre uma coisa complicada. Gostei muito da nossa marcação, mas acho que precisamos melhorar na parte ofensiva, principalmente nos contra-ataques. De qualquer forma, a equipe está mostrando a cada jogo uma grande evolução e estamos muito focados nos nossos objetivos: a vaga para o Mundial e a conquista da Copa América.

Para o próximo duelo diante da República Dominicana, a armadora Helen projetou uma partida complicada.

- Temos que nos precaver contra as dominicanas, uma vez que elas arriscam mesmo e jogam com muito ímpeto.

O técnico porto-riquenho, Axel Omar Gonzales, reconheceu, após a partida, a superioridade das donas da casa.

- O trabalho realizado pelo Brasil é de altíssimo nível e, para nós, é uma experiência enriquecedora poder jogar contra elas. Contra o Canadá teremos uma partida decisiva e uma vitória nos deixa perto da semifinal.

A pivô da equipe, Esmary Vargas Sanchez, destacou a forte defesa brasileira, que anulou as principais jogadas da equipe.

- São jogadoras muito fortes, muito altas, e precisamos sempre de algo mais. Sabíamos que seria difícil a vitória, mas apesar da diferença final estamos confiantes num bom desempenho contra o Canadá.

A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, volta à quadra nesta quinta-feira (20h30 de Brasília) para enfrentar a República Dominicana. Já Porto Rico terá pela frente o Canadá.

De acordo com o regulamento da Copa América, na primeira fase as seleções jogam entre si, nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e B1 x A2. Os ganhadores decidem o título no domingo (21h30), enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze (19h30).

PORTO RICO (10 + 08 +12 + 04 = 34)
Esmary (7pts), Liza (0), Milagro (6), Cynthia Marie (14) e Lindsay Angelique (1). Entraram: Pámela Zoe (0), Aixanell (6), Juanita (0), Mildred (0), Angiely (0) e Marie (0). Técnico: Axel Omar Gonzales

BRASIL (22 + 21 + 18 + 17 = 78)
Adrianinha (18pts), Helen (5), Micaela (0), Mamá (7) e Kelly (5pts). Entraram: Karen (8), Natália (2), Fernanda (9), Palmira (1), Alessandra (10), Franciele (9) e Silvia (4). Técnico: Paulo Bassul

COMFIRA A AGENDA DA COPA AMÉRICA FEMININA DE CUIABÁ


Local: Ginásio Aecim Tocantins (Cuiabá / Mato Grosso)
Grupo A: Brasil, Canadá, Porto Rico e República Dominicana
Grupo B: Argentina, Chile, Cuba e Venezuela

1ª Rodada – Dia 23 de setembro
Chile 60 x 94 Cuba, República Dominicana 37 x 103 Canadá, Porto Rico x Brasil (20h) e Venezuela x Argentina (22h15)

2ª Rodada – Dia 24 de setembro
Canadá x Porto Rico (16h), Argentina x Chile (18h15), Brasil x República Dominicana (20h30) e Cuba x Venezuela (22h45)

3ª Rodada – Dia 25 de setembro
Porto Rico x República Dominicana (16h), Chile x Venezuela (18h15), Canadá x Brasil (20h30) e Argentina x Cuba (22h45)

Dia 26 de setembro
Disputa de 5º a 8º lugares
A3 x B4 (16h) e A4 x A3 (18h15)

Fase Semifinal
A1 x B2 (20h30) e A2 x B1 (22h45)

Dia 27 de setembro
15h30 – Disputa de 7º e 8º lugares
17h30 – Disputa de 5º e 6º lugares
19h30 – Disputa da medalha de bronze
21h30 – Disputa da medalha de ouro
OBS: Horário de Brasília (Cuiabá está uma hora atrás).

CANADÁ DERROTA REPÚBLICA DOMINICANA NA COPA AMÉRIA EM CUIABÁ POR 103 x 37

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Cuiabá / Mato Grosso – A seleção do Canadá venceu a da República Dominicana por 103 a 37 (55 a 20 no primeiro tempo) pela primeira rodada da 6ª Copa América Feminina – Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá. As cestinha da partida foram a canadense Ashley Adams e a dominicana Andreina Paniagua, com 16 pontos cada. Na preliminar Cuba derrotou o Chile por 94 a 60.

Para a técnica canadense Allison McNeill o resultado foi bom, considerando a juventude da equipe e o fato de se tratar de uma estreia.

- É sempre importante começar com uma vitória. Com certeza, nossos próximos resultados serão ainda melhores. Contra Porto Rico, temos que manter a agressividade com cestas de três pontos para conseguir uma nova vitória. Nosso primeiro objetivo é garantir a vaga para o Mundial.

Já pelo lado dominicano, o clima era de resignação. A atleta Paniagua ressaltou a dificuldade, sobretudo defensiva, em enfrentar o Canadá.

- Tivemos problemas em ajustar a transição defesa/ataque e marcar as canadenses que são muito altas. Para os próximos confrontos não vamos perder a vontade de vencer e representarmos da melhor forma possível nosso país.

REPÚBLICA DOMINICANA (13 + 07 + 08 + 09 = 37)
Estrella (2pts), Monsac Sierra (7), Brito (1), Frias (2) e Paniagua (16). Depois: Castillo Guerrero (0), Sanchez (0), Caceres Almonte (3), Santos Segura (6), Feliz Rodriguez (0) e Rivas Mendez (0). Técnico: Luis Rojas.

CANADÁ (25 + 30 + 22 + 26 + 103)
Aubry (14pts), Smith (12), Adams (16), Chapdelaine (5) e Gabriele (4). Depois: Riverin (10), Adrian (4), Bekkering (12), Achonwa (6), Weigl (7), Tatham (13). Técnica: Allison McNeill

COPA AMÉRICA FEMININA: CUBA 94 x 60 CHILE

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Cuiabá / Mato Grosso – A seleção de Cuba derrotou a do Chile por 94 a 60 (41 a 27 no primeiro tempo) na abertura da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins. Mesmo com a derrota, a pivô chilena Ziomara Morrison foi a cestinha da partida com 21 pontos. A principal pontuadora cubana foi a ala Yamara Amargo, com 15 pontos. A rodada terá ainda mais três jogos.

Para o técnico chileno Christian Santander a derrota pode ser explicada pela juventude e inexperiência da equipe.

- O Chile estará sempre tentando jogando de igual para igual, mas a nossa equipe é nova em relação a de Cuba. Vamos buscar melhorar nosso desempenho nos próximos jogos para obter a melhor colocação na Copa América.

O discurso foi repetido pela jogadora Paola Naranjo.

- Tentamos jogar de igual para igual, mas não conseguimos. Já esperávamos que o jogo fosse complicado, mas também cometemos muitos erros. Elas já possuem experiência e mostraram porque são uma das favoritas ao título.

Apesar da vitória por uma diferença de 34 pontos, o time cubano mantém a cautela.

- A vitória foi importante, mas precisamos pensar passo a passo. A equipe vai crescer durante a competição e aí sim poderemos fazer uma melhor avaliação de nossas chances. Acredito que Brasil, Cuba, Argentina, Canadá e Porto Rico são as forças que irão brigar pelas três vagas para o Mundial.

Para a pivô Noblet a equipe ainda vai melhorar durante o torneio.

- Temos uma boa defesa e aproveitamos todas as oportunidades, principalmente os contra-ataques. Tenho certeza que podemos melhorar muito nos próximos jogos.
Ainda é muito cedo para pensar no título.

As duas seleções voltam à quadra nesta quinta-feira para disputar a sua segunda partida na competição. As cubanas enfrentam a Venezuela, enquanto as chilenas encaram a Argentina.

CHILE (17 + 10 + 16 + 17 = 60)
La Quintana (11pts), Moyá, Troncoso (2), Morrison (21) e Gomez (13 e 9 rebotes). Entraram: Morales (0), Novion Castillo (4), Serrano (2), Valenzuela (1), Naranjo (6), Curaz (0) e Leiva (0). Técnico: Christian Santander.

CUBA (28 + 13 + 29 + 24 = 94)
Gelis (11pts), Amargo (15), Avila (8), Calvo (10) e Cepeda (9). Entraram: Romero (6), Casanova (4), Lazára Dominguez (2), Soría (9), Noblet (14), Fernández (0) e Hechavarria (6). Técnico: Albetto Zabala

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A RAINHA HORTÊNCIA FOI HOMENAGEADA EM CUIABÁ

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A diretora do departamento feminino da CBB, Hortência Marcari, recebeu uma bela homenagem pelo aniversário de 50 anos no final do treino da seleção adulta feminina, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Além do carinho das atletas e da comissão técnica, a eterna rainha do basquete ganhou flores das crianças do núcleo de Cuiabá do Projeto Social “Basquete do Futuro Eletrobrás”. Emocionada, Hortência falou da alegria de passar uma data tão importante com queridas colegas de trabalho.
— Estou comemorando meus 50 anos ao lado da minha segunda família, que é a do basquete. Isso me deixa muito feliz. O esporte me deu tudo que tenho e é uma emoção enorme vivenciar tudo de novo, agora como dirigente. Espero viver mais meio século para experimentar outros momentos como esse — comemorou Hortência.
A assistente técnica Janeth Arcain e a armadora Helen Luz, ex-companheiras de seleção da rainha deixaram mensagens de parabéns e felicidades.
— A Hortência é uma pessoa iluminada que já fez muito como jogadora e agora está fazendo como dirigente. É uma alegria tê-la como amiga. Só posso desejar ainda mais felicidade e saúde para a nossa eterna estrela do basquete — parabenizou Helen.
— Toda homenagem é mais do que justa para a Hortência, uma das mais importantes figuras do esporte brasileiro. Vivemos muitos momento juntas e conheço toda sua determinação, inteligência e talento. Parabéns por mais um ano de vida, amiga — disse Janeth.

No dia em que completa 50 anos, a diretora das seleções femininas da CBB, Hortência Marcari, participou ao vivo do programa BOM DIA MATO GROSSO, na TV Centro América, em Cuiabá, e recebeu de presente um bolo de aniversário. Em seguida, no programa REDAÇÃO SPORTV, foi entrevistada pelos jornalistas Marcelo Barreto, Roby Porto, Fábio Juppa, Paulo Lima e Felipe Awi e pelo comentarista Byra Bello.
— Eu sou uma pessoa abençoada porque me realizei no esporte ao qual me dediquei e que me deu tudo que tenho na vida. Fico muito feliz em poder comemorar meu aniversário junto com minhas amigas e companheiras de trabalho dentro do basquete. Mas eu já disse para as meninas da seleção que o meu presente de aniversário é o título da Copa América — explicou Hortência.

BRASIL ESTRÉIA HOJE NA COPA AMÉRICA

Agência/CBB

Quando a bola subir nesta quarta-feira, em Cuiabá, a seleção feminina do Brasil inicia sua campanha na Copa América contra Porto Rico, às 20h (de Brasília), em busca de uma das três vagas para o Mundial da República Tcheca, em 2010. Na quadra do ginásio Aecim Tocantins, contudo, a equipe de Paulo Bassul buscará algo mais que o passaporte: a identidade. Após atuações irregulares no período de amistosos e passagens turbulentas fora da quadra, é hora de mostrar se o trabalho está mesmo no caminho certo.

O SporTV transmite Brasil x Porto Rico ao vivo às 20h. A primeira rodada começa antes, às 16h, com Chile x Cuba. Às 18h, a República Dominicana enfrenta o Canadá. Após o jogo da seleção brasileira, Argentina e Venezuela encerram o dia.

- Temos que começar em ritmo forte. É uma competição curta e não podemos vacilar em partida alguma. A ansiedade da estreia existe, mas já somos maduras para trabalhar isso de forma positiva – afirmou a ala Micaela, uma das remanescentes da campanha decepcionante nas Olimpíadas de Pequim.

Fora da quadra, a seleção viveu situações conturbadas, como a convocação de Iziane, que tinha sido banida por Paulo Bassul no Pré-Olímpico de 2008. Apesar da insistência da coordenadora Hortência, que completa 50 anos nesta terça-feira, a jogadora do Atlanta Dream recusou o chamado. Companheira de Iziane na WNBA, Érika também não atendeu à convocação, já que o time se classificou para os playoffs nos Estados Unidos.

Agência/CBB

Dentro das quatro linhas, o Brasil penou na fase de amistosos, mesmo enfrentando adversários mais fracos. Apesar do longo período de treinos, a equipe demorou até encontrar seu jogo. No primeiro desafio, contra a Argentina, vitória apertada por 65 a 50. Na segunda partida, contra o mesmo adversário, a pior atuação: vitória por 77 a 71 na prorrogação, graças a Franciele, que jogou praticamente sozinha. Contra as canadenses, outro triunfo dramático, por 69 a 68, com bandeja de Adrianinha no último segundo. Só no último amistoso, a equipe bateu o Canadá com facilidade, por 67 a 45.

Antes da última partida, Bassul cortou a pivô Karina Jacob e fechou o elenco de 12 atletas. As armadoras são Adrianinha, Natália e Helen. As alas são Karen, Micaela, Fernanda e Palmira. No garrafão, o técnico conta com as pivôs Kelly, Mamá, Alessandra, Franciele e Silvia.

O Brasil está no grupo A e, após enfrentar Porto Rico, pega a República Dominicana (às 20h30m de quinta-feira) e o Canadá (às 20h30m de sexta). Das quatro equipes de cada grupo, duas avançam para as semifinais. As duas seleções finalistas e a dona da medalha de bronze se classificam para o Mundial da República Tcheca.

QUAL BRASIL VAI À QUADRA?


Após mais de dois meses de treinos em Barueri, a seleção feminina disputou uma série
de amistosos às vésperas da Copa América. E tropeçou nas próprias pernas. Mostrou um basquete preguiçoso, repleto de equívocos, com uma defesa muito permissiva e um ataque incrivelmente sem opções. Nos dois últimos quartos da última partida, contra o Canadá, o nível melhorou, a marcação apertou, o ataque acordou. Aí fica a dúvida: qual Brasil vai entrar em quadra na Copa América a partir de hoje, às 20h, em Cuiabá, na estreia contra Porto Rico?

A missão mais importante, claro, é garantir uma das três vagas para o Mundial da República Tcheca, e isso não deve ser muito difícil, devido ao nível das adversárias - até Cuba deve estar capenga, sem Yakelyn Plutín e Yayma Boulet. Se a equipe não conseguir a vaga, claro, será uma vergonha sem precedentes.

Confiando que vamos carimbar o passaporte, passamos a outro estágio: a análise do jogo, já olhando para o futuro, para o Mundial. A julgar pelo período de preparação, as cinco jogadoras que inspiram maior confiança no técnico Paulo Bassul - e podem inclusive formar o quinteto titular da Copa América - têm mais de
30 anos: Adrianinha, Helen, Micaela, Mamá e Alessandra. Sem julgar o valor individual
de cada uma (algumas ainda podem ser muito úteis), mas um quinteto com todas as atletas na casa dos 30 não deixa de ser um retrato do basquete feminino brasileiro, que pena para
se renovar e se agarra como pode às veteranas. Até quando?

Por Rodrigo Alves

REVIVENDO O PASSADO (JORDAN x RUSSELL, A REVANCHE)


No discurso na cerimônia do Hall da Fama, Michael Jordan citou Bryon Russell, ala do Utah Jazz, que o tinha provocado na primeira aposentadoria, em 1993, lamentando que não teria chance de anular o astro em quadra. Jordan retornou, Russell teve sua chance, e o resultado é a famosa cesta do título de 1998. Após o discurso, o jogador do Jazz disse que toparia enfrentar Jordan hoje num duelo um-contra-um.

Agora o desafio está oficialmente na mesa. Brandt Andersen, dono do Utah Flash, time da Liga de Desenvolvimento, ofereceu US$ 100 mil para os dois se enfrentarem, com o dinheiro sendo revertido para a caridade. Russell, aos 38 anos, já topou. Jordan, 46, recebeu uma mensagem de Andersen através de um amigo comum, mas ainda não deu resposta. Será que o mestre topa? Além da causa nobre, seria no mínimo interessante, não acham?

Por Rodrigo Alves

HELEN, RECORDISTA DE PARTICIPAÇÕES NA COPA AMÉRICA

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Cuiabá / Mato Grosso — Além da precisão nos arremessos de três pontos, a armadora Helen Luz tem outra grande especialidade na carreira: classificar o Brasil para Campeonatos Mundiais. Helen disputa a Copa América / Pré-Mundial pela quarta vez em seis edições. Aos 36 anos, a atleta esbanja disciplina e principalmente, orgulho em defender a seleção brasileira. Treinando com o grupo desde o início da preparação, em julho, Helen é um exemplo de dedicação e talento a serviço do esporte nacional.

— Para mim não importa o campeonato, o que interessa é que estou defendendo o meu país e eu amo fazer isso. Na seleção o meu trabalho é ajudar, treinando, jogando, me preparando bem para cumprir os objetivos da temporada. As metas hoje são classificar o Brasil para o Mundial e ser campeã da Copa América de Cuiabá. O grupo está fechado neste objetivo e é para isso que estamos aqui e treinamos por tanto tempo: para subir no degrau mais alto do pódio.

A Copa América / Pré-Mundial de Cuiabá dura cinco dias (23 a 27 de setembro) e Helen explica o que é preciso para ter sucesso em uma competição tão curta. E garante que o Brasil está bem preparado para conquistar mais um título.

— A participação de todas é fundamental. A equipe inteira tem que estar bem para garantir um proveitoso revezamento, sem deixar o nível técnico cair. Treinamos um bom tempo e foi possível trabalhar com tranqüilidade, sem atropelamentos. Acredito que temos todas as chances de sermos campeãs em Cuiabá. Como sempre, Cuba, Argentina e Canadá são as adversárias mais fortes na competição.

Por falar em Cuiabá, Helen também é veterana em defender o Brasil em território nacional. A armadora jogou em terras brasileiras em um Sul-Americano (Vitória/2009), três Pré-Mundiais (São Paulo/93 e 97 e Maranhão/2001), além do Campeonato Mundial 2006, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Helen está feliz com o apoio da torcida cuiabana e tomando todo cuidado necessário para a estadia em uma cidade de clima tão quente.

— É uma delícia jogar para a nossa torcida. O público compareceu em massa ao amistoso contra o Canadá e prestigia os nossos treinos. Com certeza, o ginásio estará lotado na Copa América. O primeiro dia aqui foi muito quente, mas até que o clima amenizou um pouco. O segredo é seguir as ordens da nutricionista e nos hidratarmos o tempo inteiro. Minha companheira mais constante aqui é a garrafinha de água.

Quando acabar a Copa América, Helen segue quase diretamente para a Espanha, onde se apresenta ao Hondarribia Irum dia 30 de manhã. Aí entra mais uma habilidade da versátil jogadora: fazer malas em tempo recorde.

— Não gosto de fazer mala, mas sou bastante organizada e já deixo tudo adiantado. As roupas de frio ficaram na Europa. Eu e meu marido levamos uma mala grande cada um. Quando chegamos ao Brasil em maio é que viemos lotados de coisas. Sou controlada com gastos, mas liquidação européia não há quem resista, não é?

COM CINCO JOGADORAS NA CASA DOS TRINTA ANOS SELEÇÃO BUSCA VAGA NO MUNDIAL

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Depois de fracassar nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, o técnico Paulo Bassul resolveu apostar na experiência. Nos últimos amistosos antes da estreia na Copa América de Cuiabá, ele lançou mão das cinco trintonas de seu elenco e armou o time titular com Alessandra, Mamá, Helen, Adrianinha e Micaela. O quinteto com média de idade de 32,4 anos e o tratamento com pílulas anticoncepcionais para evitar que as atletas sofram com a TPM durante o torneio são as armas da equipe que inicia a luta por uma vaga no Mundial da República Tcheca-2010 às 20 horas (de Brasília) desta quarta-feira, diante de Porto Rico.

Em sua pior performance olímpica, o Brasil superou apenas a seleção de Mali e encerrou os Jogos de Pequim no penúltimo lugar. Com vacilos nos momentos decisivos das partidas, o time se despediu ainda na primeira fase após derrotas contra Coréia do Sul, Austrália, Letônia e Rússia. Para Bassul, o fiasco foi consequência da falta de experiência da equipe levada à China. A média de idade do grupo convocado para buscar uma das três vagas no Mundial que a Copa América oferece não é muito maior (28,3 x 27,5), mas a vivência das atletas chamadas para a competição no Mato Grosso faz a diferença.

No grupo que foi à Pequim, apenas Claudinha, Êga e Mamá tinham mais de 30 anos e cinco das 12 convocadas nunca haviam jogado um Mundial ou uma Olimpíada. Adrianinha, Claudinha e Kelly, bronze em Sidney-2000, eram as únicas medalhistas. No elenco da Copa América, somente Natália Burian e Palmira Marçal não têm Mundiais ou Olimpíadas no currículo. Adrianinha e Kelly ainda ganharam a companhia de Helen (bronze em Sidney) e Alessandra (prata em Atlanta-1996 e bronze em Sidney). Para completar, ambas são remanescentes do título Mundial conquistado na Austrália em 1994.

Helen, 36 anos, e Alessandra, 35 anos, são as duas mais velhas do elenco. Experientes e consagradas, ambas jogam na Europa e já davam a carreira na seleção brasileira como encerrada. Companheiras de Hortência durante anos no time nacional, elas atenderam a um pedido da ex-jogadora, atual coordenadora do basquete feminino, e retornaram à equipe. A pivô voltou após a ascensão de Carlos Nunes à presidência da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) no lugar de Gerasime "Grego" Bozikis. Ainda assim, a atleta manteve o processo contra a entidade, acusada de não pagar o seguro por sua lesão no Mundial do Brasil-2006.

As cinco veteranas da seleção posaram para a GE.Net antes da vitória por um ponto sobre o Canadá, na última quinta-feira, em Barueri. Ao olhar para o lado e ver Helen, Adrianinha, Micaela e Mamá, Alessandra brincou: "você quer fotografar só as trintonas, né?". O grupo de 162 anos conta com a confiança de Bassul. "Nos momentos cruciais, essas jogadoras dão estabilidade para o time tomar as decisões corretas na velocidade que o jogo pede. O auge de uma jogadora de basquete é com 28 anos, quando ela junta condição física, psicológica e técnica. Elas ainda estão próximas desse nível e podem acrescentar muito tanto no aspecto técnico individual, quanto no coletivo", disse.

Há mais de uma década na seleção, o preparador físico João Nunes teve contato com Helen e Alessandra na primeira passagem da dupla pela equipe nacional. Na véspera da estreia na Copa América, ele atesta a boa forma física das cinco veteranas convocadas pelo técnico Paulo Bassul. "O que importa é o estado e as condições de saúde de cada atleta. Pode ter uma menina de 35 anos melhor que uma de 27. Com o tempo, elas perdem velocidade, agilidade e explosão. Mas em um esporte coletivo, acabam achando um entendimento melhor e encurtam alguns caminhos dentro da quadra. Uma jogadora tecnicamente melhor satisfaz essas perdas com experiência", analisou.

Com 1.205 pontos e 120 jogos na seleção brasileira, Helen não conhecia boa parte das atuais jogadoras do time. A veterana chegou a afirmar que as jovens são "mais preguiçosas" e treinam menos do que antigamente em função de distrações como a Internet e o telefone celular. Para Paulo Bassul, a situação é inevitável. "Isso sempre tem, principalmente em idade mais de adolescência, mas é uma coisa mundial. O que faz a jogadora treinar é a competitividade. Quando ela percebe que tem muita gente brigando pela mesma coisa, é obrigada a ralar, treinar e se esforçar para entrar na briga", afirmou.

Principal líder do elenco, Helen notou a falta de malícia de algumas de suas companheiras durante o período de treinamento em Barueri. "Elas ainda não sabem decidir o momento certo de passar bem uma bola ou de arremessar. O basquete é decido nos detalhes e eu e a Alê temos a obrigação de apontar as coisas que as mais novas não conseguem ver", afirmou a armadora, acompanhada por Alessandra. "Não digo que é falta de talento, mas às vezes falta um pouco de experiência. Elas são muito ingênuas em alguns momentos. Depois do Mundial de 2006, essas meninas assumiram uma responsabilidade muito grande de um dia para o outro", analisou a pivô, que tem 1.404 pontos e 116 jogos no time nacional.

Em fase final de carreira, ambas pretendem jogar no Brasil na próxima temporada e admitem a possibilidade de disputar o Mundial da República Tcheca-2010. Alessandra usa a trajetória de Hortência como exemplo. "Eu achava que já estava velha para jogar na seleção, mas ela me disse: 'quando eu ganhei a prata em Atlanta com você, tinha 36 anos'. Eu falei: 'nossa, nem parecia!'. Se ela jogava tudo aquilo com 36, eu ainda estou bem para a seleção. Não tenho que provar mais nada para ninguém. Se eu puder fazer 20 corta-luzes para deixar uma menina livre, vou fazer. Não vou ficar brigando para chutar uma bola que muitas vezes não vou ter nem força física para chutar. Nós, as mais velhas, estamos com a cabeça de nos doar para o grupo", disse.

Comissão usa anticoncepcionais para evitar TPM


A Copa América será realizada entre os dias 23 e 27 de setembro. Para garantir que as 12 convocadas estejam em plenas condições físicas e psicológicas neste período, a comissão técnica da seleção contou com a consultoria de Thatiana Parmigiano, especialista em ginecologia do esporte. Com a administração de pílulas anticoncepcionais indicadas pela médica, o técnico Paulo Bassul espera contar com força total em Cuiabá.

"Tem menina que sente muito esse problema. A partir do momento em que hoje existem métodos de controle para prevenir isso, o ideal é que você utilize e evite esses efeitos", disse o treinador. A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorre na segunda metade do ciclo. Nervosismo, alterações de humor, cólicas, ansiedade e dor de cabeça são alguns dos sintomas. Com o tratamento, as jogadoras não estão ficando menstruadas e, consequentemente, têm evitado o desconforto.

Em Barueri, Parmigiano ministrou uma palestra para o grupo e conversou individualmente com cada convocada. As jogadoras ainda passaram por ultra-sonografia e realizaram alguns exames de sangue indicados pela médica. Durante as consultas, a ginecologista apurou se as atletas gostam ou não de jogar menstruadas, se o fluxo chega a atrapalhar durante os jogos e treinos, se elas já usaram o chamado "calendário competitivo" anteriormente e outras particularidades. Com base nestes dados, elaborou os tratamentos.

"A atleta treina o ano inteiro para jogar um campeonato e às vezes fica menstruada naquele dia, tem uma cólica forte e fica de cama", exemplificou Parmigiano. "Em uma competição de menos de uma semana, a gente consegue programar com elas e evitar a TPM neste período. Quando dei a palestra, uma das jogadoras mais importantes da seleção falou que odiava jogar menstruada e não sabia que tinha a opção de evitar isso. A ideia é você competir no período em que se sente melhor", completou a médica, que também conversou com a equipe sub-16.

Como algumas pílulas contêm substâncias que podem ser detectadas no exame antidoping, o tratamento deve ser minucioso e feito por um especialista. Uma das jogadoras mais experientes do elenco, a pivô Alessandra aprova o acompanhamento com a ginecologista. "Tem meninas que não conseguem nem sair da cama de tanta cólica. Então, é uma coisa que tem que ser estudada antes da competição. Se os jogos caem nos dias que você está mal, pode jogar um torneio importante por água abaixo", explicou.

Apesar da meta de evitar a TPM durante as competições, o técnico Paulo Bassul garante ser compreensivo e mudar o grau de exigência ao perceber que uma determinada atleta está sofrendo com os sintomas do período. "O treinador precisa ter essa sensibilidade. Estamos lidando com seres humanos, e não com máquinas. Então, você precisa ter essa dosagem de às vezes individualizar a questão", declarou o comandante do time feminino.

Com o longo tempo de convivência intensa, as próprias jogadoras aprenderam a identificar o estado umas das outras. "A gente acaba se conhecendo um pouco. Se tem uma menina que não está em um dia legal, você tem que respeitar, porque cada uma é como é. Se você vê que uma menina está a fim de brincadeira, vai lá e brinca. Se você percebe que ela está mais quietinha, você respeita. A gente encara isso com naturalidade", disse a armadora Helen.

A estratégia de usar anticoncepcionais para impedir a TPM foi empregada com sucesso pelo técnico José Roberto Guimarães nas Olimpíadas de Pequim-2008. Ele já controlava os ciclos menstruais das atletas da seleção feminina de vôlei para preparar os treinamentos físicos. Ao descobrir que boa parte do elenco menstruaria no meio da competição, o treinador e sua comissão resolveram adotar o expediente e foram premiados com a medalha de ouro.

Vaidade, cremes e experiência movem atletas "over 30"

Alessandra, Mamá, Helen, Adrianinha e Micaela passam boa parte do tempo de tênis, shorts, cabelo preso e pingando de suor. A rotina de atleta, no entanto, não afasta a vaidade das trintonas da seleção brasileira. Após romper a temida barreira, elas apelam a cremes anti-envelhecimento e apostam na experiência dentro da quadra.

"Tem menina de 25 anos que usa anti-age (anti-idade)! Eu também uso, não vou mentir. Ainda não preciso de botox, porque estou bem (risos). Tem gente que me encontra e fala: 'meu Deus, você está com o mesmo corpo que tinha 10 anos atrás!", diz Alessandra, antes de reconhecer, em tom de lamentação: "eu dei uma engordadinha...".

Ela lembra bem do traumático dia em que completou seu 30º aniversário. "Eu estava no vestiário. Vieram duas jogadoras estrangeiras do meu time e falaram: 'welcome to the club' (bem-vinda ao clube). Foi duro... Eu chorei! Mas depois... Fazer o quê? Eu me conformei. O bom é ter 30 anos e estar bem", disse.

Apesar da idade, Alessandra fez uma temporada de alto nível na Europa e passou pela experiência inusitada de atuar ao lado de uma jogadora de 15 anos. No Bourges, a atleta conquistou a Liga Francesa e a Copa da França. "Eu e minhas companheiras over 30 (acima de 30) estamos correndo, estamos chutando, estamos jogando bem e fazendo a diferença", discursou.

Para Helen, a mais velha do elenco convocado para a Copa América, o dia 23 de novembro de 2002 foi mais tranquilo. "Eu adorei fazer 30 anos. Se soubesse que era tão bom, tinha feito antes! Acho que é o nosso melhor momento. É a fase que a gente está mais madura, sai daquela transição de menina para mulher e vê que a vida tem outros valores", explicou.

A armadora assegura que nunca mentiu a idade, mas também contribui com o lucro de bilhões por ano do mercado de cosméticos. "Eu sou meio preguiçosa, mas sempre pinto o cabelo e uso um produto para o rosto. Não gosto cabelos brancos, e tenho muitos. O que me incomoda, eu cuido", explicou Helen.

Um dos destaques do espanhol Hondarríbia Irun na última temporada, ela ainda não pensa na aposentadoria, assim como Alessandra. "Tenho amigas na Europa jogando até com 40 anos. É claro que o físico de uma menina de 20 anos não é igual ao meu, mas nossa experiência e preparação compensam. Tenho 36 e estou com vontade de jogar".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SEIS ATLETAS DA SELEÇÃO JOGAM A COPA AMÉRIA PELA PRIMEIRA VEZ

20090921_286476_2109_estreantes_gde Seis atletas da seleção brasileira adulta feminina, patrocinada pela Eletrobrás, vão encarar pela primeira vez a responsabilidade de classificar o Brasil para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010. São elas Adrianinha Pinto, Natália Burian, Fernanda Beling, Franciele Nascimento, Karen Gustavo e Palmira Marçal. Apesar de terem no currículo competições internacionais importantes, incluindo Jogos Olímpicos, esse grupo nunca sentiu o gostinho de ajudar a carimbar o passaporte brasileiro para Mundial adulto de seleções.
É o caso de Adrianinha, de 30 anos. A experiente armadora é dona de uma medalha de bronze olímpica (Atenas/2004) e de um quarto lugar no Mundial do Brasil (2006). Além disso, ajudou a seleção nacional a se classificar para duas edições das Olimpíadas, participando de dois Pré-Olímpicos (Cuba/1999 e México/2003). Agora, a atleta é uma das referências do time que busca estar na República Tcheca em 2010.
— Com tantos anos competindo sem parar nem lembrei que nunca disputei uma Copa América. Experiências inéditas renovam a gente. É uma motivação a mais para trabalhar. Acho que a equipe está bem preparada, com alguns pequenos detalhes para melhorar e vamos crescer a cada partida, no objetivo de carimbar o passaporte para a República Tcheca e alegrar a torcida brasileira subindo no lugar mais alto do pódio — comentou Adrianinha.
Natália, Karen e Franciele sentiram recentemente a responsabilidade de disputar um torneio classificatório. As três estiveram no Pré-Olímpico Mundial da Espanha, o ano passado, que garantiu a vaga para a Olimpíada de Pequim. Cientes da importância da missão, as jogadoras treinam com garra e alegria.
— É sempre uma responsabilidade enorme defender a seleção brasileira e nessa Copa América não será diferente. Temos que estar focadas no objetivo e ajudar o Brasil a conquistar essa vaga para o Mundial. Acho que Cuba, Argentina e Canadá serão os nossos adversários mais difíceis. Mostramos evolução nos amistosos e estamos corrigindo os erros para jogar ainda melhor e sair de Cuiabá com a vaga nas mãos — explicou a armadora Natália.
— Eu, como uma das mais novas do grupo, me sinto muito feliz de estar desde o início deste novo ciclo olímpico da seleção. O primeiro grande desafio é a classificação para o Mundial e temos certeza que o Brasil estará lá — comentou a ala/armadora Karen.
— Como nunca participei de um Mundial Adulto, quero estar na República Tcheca custe o que custar. Para isso, o Brasil precisa se classificar e eu tenho que jogar bem até lá, claro. O primeiro desafio depende do grupo que está aqui e sei que todas estamos muito comprometidas em vencer a Copa América, mostrando mais uma vez o talento do nosso basquete. Estou aprendendo muito com as pivôs mais experientes, como a Alessandra, para estar bem preparada para os desafios que a minha geração tem pela frente — disse a pivô Franciele.
As outras estreantes, Fernanda e Palmira, concordam com as companheiras que o Brasil tem tudo para ficar com uma das três vagas e ganhar a competição em Cuiabá.
— É uma alegria participar de uma competição tão importante. Nunca joguei pela seleção no Brasil, o que me deixa ainda mais animada. Será uma emoção inesquecível para mim. A gente passa nas ruas de Cuiabá e todo mundo sabe o que estamos fazendo na cidade. Com certeza, o público comparecerá em peso para nos ajudar e queremos retribuir com a conquista do título. É a nossa meta e acredito que a equipe está pronta para isso, crescendo a cada dia rumo à estreia contra Porto Rico — disse Fernanda, que esteve na Olimpíada de Pequim e foi vice-campeã mundial sub-21 (Croácia/2003).
— Jogar em casa aumenta a responsabilidade, mas é uma pressão saudável do público, que nos traz ainda mais estímulo em quadra. Estamos bem preparadas para alcançar os nossos dois objetivos, que são a vaga para o Mundial e o título da Copa América — concluiu Palmira, que ajudou o Brasil na conquista da medalha de prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007.

PROJETO CHÚA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS JA APRESENTA RESULTADOS

Núcleo BatistiniFestival no Baetinha (14) Núcleo Batistini (14)

“Propiciar a inclusão de crianças e jovens entre 08 a 18 anos para programa esportivo baseado no basquetebol, complementando a sua educação e formação biopsicossocial, incluindo-as socialmente e promovendo valores éticos, de cidadania, de democracia; respeitando as diferenças; oportunizando-lhes ascensão profissional e acadêmica; com intercâmbios junto a outros grupos com o mesmo objetivo e participação nos campeonatos da modalidade.”

Essa é a missão do Projeto Chuá, que é mantido pela Associação de Pais e Amigos do Basquete Feminino (APABAF) de São Bernardo do Campo (SP).

Das 120 meninas em seu ano inicial (2007), o projeto pulou para 280 ao final do último ano.

As escolinhas de formação são divididas por faixa etária e nível de habilidade. Para participar, as crianças precisam apresentar um atestado médico autorizando a prática de esporte, um comprovante de escolaridade e passar por um teste para avaliar o nível de habilidade.

Do núcleo inicial, no centro da cidade, o projeto já inaugurou mais duas outras sedes em bairros periféricos: uma no Areião (em 2008) e a outra no Batistini (em 2009).

Além das atividades formais como campeonatos e festivais, o projeto CHUÁ procura envolver os pais e toda a comunidade, proporcionando palestras (sobre assuntos relacionados com adolescência, educação alimentar, higiene, etc), discussões (sobre métodos de ensino, disciplina e relacionamento dentro do grupo), clínicas de basquete (onde são apresentados aspectos da história pessoal de atletas formados), e também encontros informais, onde as pessoas envolvidas podem relaxar e confraternizar, motivando e servindo como catalisador e formador de núcleos com interesses comuns; principalmente, o de manter e multiplicar o projeto.

Em pouco tempo, os resultados do projeto já se tornaram visíveis, com uma técnica do projeto (Sônia Regina Batista) premiada como a melhor da temporada e duas atletas mirins pré-convocadas para a seleção brasileira.

domingo, 20 de setembro de 2009

PARA DESCONTRAIR NATALIA, JANETH E PALMIRA DISPUTAM ARREMESSOS DURANTE OS TREINOS DA SELEÇÃO

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Cuiabá / MT — Assim que o técnico Paulo Bassul diz “vai”, as jogadoras se reúnem no centro da quadra para ouvir as instruções do comandante da equipe antes de começar o treino. Sérias e concentradas, as atletas prestam atenção em cada palavra. O treinamento começa com aquecimento, depois alguns arremessos, algumas jogadas e termina com coletivo e uma conversa. Mas antes do alongamento, elas se reúnem no centro da quadra novamente para uma disputa de longa distância. Já relaxadas e descontraídas, a ala/armadora Palmira, a armadora Natália e a assistente técnica Janeth se revezam para ver quem acerta a cesta do meio da quadra. São três modalidades: de costas, gancho e estilo livre.

Especialista olímpica, Janeth já converteu cesta do garrafão adversário e no meio da quadra, nos Jogos Olímpicos de 2000 e 2004. E para relaxar, inventa novas categorias.

— Começamos a brincar para relaxar. E como eu gosto de ganhar até no par ou ímpar, treino para manter a boa produtividade. Agora estou treinando o arremesso com quique de bola. Só vai virar modalidade oficial quando eu estiver boa nisso — disse a assistente técnica Janeth.

A ala/armadora Palmira é a líder do campeonato na categoria estilo livre. Mas se esforça para ser mais completa como Janeth, em que se espelha muito.

— Sou a campeã tanto em Barueri, onde começamos, como agora em Cuiabá. É uma festa. Às vezes a gente aposta um dinheirinho, tipo cinco reais. Não adianta, diversão de jogadora de basquete é fazer cesta — conta Palmira.

Falando em prêmios, a armadora Natália se sente ainda mais motivada quando a competição vale prêmio.

— Já ganhamos cosméticos, perfumes. Às vezes quem fica assistindo faz torcida para uma de nós. Só isso já é suficiente para acirrar ainda mais a disputa. Eu, Janeth e Natália competimos em quase todos os treinos. Agora, quando vale algum prêmio, a maioria se canditada. Eu vou bem no estilo livre, mas de costas ainda estou abaixo da média. Não dá para competir com a Janeth, ela é demais — concluiu Natália.

A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, treina neste domingo (às 19 horas de Brasília) no ginásio Aecim Tocantins. A Copa América começa nesta quarta-feira (dia 23). O Brasil, que está no grupo “A”, estreia contra Porto Rico. Ainda na primeira fase, a equipe nacional enfrenta a República Dominicana (24) e Canadá (25). O SPORTV transmite ao vivo todos os jogos do Brasil. A competição classifica as três melhores seleções para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010.

SELEÇÃO BRASILEIRA ADULTA FEMININA
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
4- Adrianinha Pinto – Armadora – 29 anos – 1,70m – Faenza (Itália) – SP
5- Helen Luz – Ala/Armadora – 35 anos – 1,76m – Hondarribia Irun (ESP) – SP
6- Karen Gustavo– Ala – 25 anos – 1,77m – Ourinhos (SP) – SP
7- Micaela Jacintho – Ala – 29 anos – 1,82m – RJ
8- Natália Burian – Armadora – 24 anos - 1,62m – Americana (SP) – SP
9- Kelly Santos – Pivô – 29 anos – 1,92m – Ourinhos (SP) – SP
10- Jucimara Dantas (Mamá) – Pivô – 31 anos – 1,90m – SP
11- Fernanda Beling – Ala – 26 anos – 1,86m – Catanduva (SP) – MG
12- Palmira Marçal – Ala/Armadora – 25 anos – 1,73m – Catanduva (SP) – PR
13- Alessandra Oliveira – Pivô – 35 anos – 2,00m – Bourges (França) – SP
14- Franciele Nascimento – Pivô – 21 anos – 1,87m – Cáceres (Espanha) – PR
15- Sílvia Gustavo – Ala – 27 anos – 1,83m – Catanduva (SP) – SP

BRASIL VENCE CANADÁ POR 67 X 45 NESTE SÁBADO

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Cuiabá / MT — Na última partida antes da Copa América de Cuiabá, o Brasil venceu o Canadá por 67 a 45 (24 a 24 no primeiro tempo) no Jogo Desafio Eletrobrás, na noite deste sábado-feira (dia 19). O público de 5.120 torcedores fizeram a festa no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá. As cestinhas do jogo foram a ala/armadora Karen e a armadora Adrianinha, com 15 e 13 pontos, respectivamente. As principais pontuadoras canadenses foram a ala Chelsea Aubry e a pivô Jordan Adams, ambas com nove pontos.

— A defesa foi bem durante todo o jogo, mas o ataque só fluiu nos últimos quartos, principalmente no último, que ganhamos de 24 a oito. Acho que das quatro partidas que fizemos, esta foi a qual tivemos o melhor desempenho. Entrei em quadra mais solta que nos outros confrontos e fico feliz em ter contribuído para a vitória da equipe. O time vem numa crescente e vamos chegar cem por cento na Copa América — comentou a ala/armadora Karen.

— A vitória foi da equipe. A gente ganha junto e perde junto. Não importa quem pontuou mais ou menos, o que importa é que quem entrou na quadra deu sua contribuição para a vitória. Defendemos bem, mas não atacamos na mesma intensidade. Ainda temos o que melhorar, mas estamos no caminho certo para garantir a vaga mundial e o título da Copa América — disse a armadora Adrianinha.

A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, folga neste domingo (20) de manhã e retorna aos treinos às 19 horas de Brasília no Ginásio Aecim Tocantins. A Copa América/Pré-Mundial de Cuiabá começa nesta quarta-feira (dia 23), com Chile x Cuba (16h de Brasília), República Dominicana x Canadá, Porto Rico x Brasil (20h) e Venezuela x Argentina (22h45). O ingresso é um quilo de alimento não perecível.

BRASIL (11 + 13 + 19 + 24 = 67)
Adrianinha (13pts e 4 assistências), Helen (7), Micaela (6), Mamá (4) e Alessandra (2). Entraram: Kelly (7 e 11 rebotes), Karen (15), Franciele (7), Silvia (4) e Palmira (2). Técnico: Paulo Bassul.

CANADÁ (10 + 14 + 13 + 08 = 45)
Gabriele, (8pts), Chapdelaine (4), Smith (3), Aubry (9) e Adams (9). Entraram: Adrian (2), Bekkerin (3), Tathan (7), Pinske (0) e Weigl (0). Técnica: Allison McNeill.

ÁRBITROS: Marcio Nogueira (BRA), Anderson Rubio (BRA) e Alexandre Espindola (BRA)

CHEGADA DAS DELEGAÇÕES – A delegação chilena desembarca em Cuiabá neste domingo (20), às 12 horas de Brasília. Às 17h, chega uma parte da equipe de Porto Rico.

sábado, 19 de setembro de 2009

CONFIRA OS DIAS E AS HORAS DOS TREINOS DAS SELEÇÕES QUE IRÃO PARTICIPAR DA COPA AMÉRICA EM CUIABÁ

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Rio de Janeiro – A partir de segunda-feira (dia 21) esquenta o clima em Cuiabá com o início dos treinos oficiais das oito seleções que irão disputar a Copa América / Pré-Mundial, de 23 a 27 deste mês. De acordo com a programação do Departamento Técnico da CBB, o Chile será o primeiro a entrar na quadra do ginásio Aecim Tocantins, de 9 às 10 horas de Brasília, enquanto no mesmo horário a equipe de Cuba vai abrir os treinamentos no ginásio da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás irá treinar de 11 às 12 na UFMT e de 19 às 20 no Aecim. Os horários dos dias 26 e 27 dependem da ordem dos jogos.

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COPA AMÉRICA DE CUIABÁ
Programação dos Treinos

— Segunda-feira (dia 21)
Ginásio Aecim Tocantins e Ginásio da UFTM
09h00 / 10h00 e 17h00 / 18h00 – Chile
10h00 / 11h00 e 18h00 / 19h00 – República Dominicana
11h00 / 12h00 e 19h00 / 20h00 – Porto Rico
12h00 / 13h00 e 20h00 / 21h00 – Venezuela
17h00 / 18h00 e 09h00 / 10h00 – Cuba
18h00 / 19h00 e 10h00 / 11h00 – Canadá
19h00 / 20h00 e 11h00 / 12h00 – Brasil
20h00 / 21h00 e 12h00 / 13h00 – Argentina

— Terça-feira (dia 22)
Ginásio Aecim Tocantins e Ginásio da UFTM
09h00 / 10h00 e 17h00 / 18h00 – Cuba
10h00 / 11h00 e 18h00 / 19h00 – Canadá
11h00 / 12h00 e 19h00 / 20h00 – Brasil
12h00 / 13h00 e 20h00 / 21h00 – Argentina
17h00 / 18h00 e 09h00 / 10h00 – Chile
18h00 / 19h00 e 10h00 / 11h00 – República Dominicana
19h00 / 20h00 e 11h00 / 12h00 – Porto Rico
20h00 / 21h00 e 12h00 / 13h00 – Venezuela

- Quarta-feira (dia 23)
Ginásio Aecim Tocantins
09h00 / 10h00 – Chile
10h00 / 11h00 – República Dominicana
11h00 / 12h00 – Porto Rico
12h00 / 13h00 – Venezuela
Ginásio da UFMT
09h00 / 10h00 – Cuba
10h00 / 11h00 – Canadá
11h00 / 12h00 – Brasil
12h00 / 13h00 – Argentina

- Quinta-feira (dia 24)
Ginásio Aecim Tocantins
09h00 / 10h00 – Canadá
10h00 / 11h00 – Argentina
11h00 / 12h00 – Brasil
12h00 / 13h00 – Cuba
Ginásio da UFMT
09h00 / 10h00 – Porto Rico
10h00 / 11h00 – Chile
11h00 / 12h00 – República Dominicana
12h00 / 13h00 – Venezuela

- Sexta-feira (dia 25)
Ginásio Aecim Tocantins
09h00 / 10h00 – Porto Rico
10h00 / 11h00 – Chile
11h00 / 12h00 – Canadá
12h00 / 13h00 – Argentina
Ginásio da UFMT
09h00 / 10h00 – República Dominicana
10h00 / 11h00 – Venezuela
11h00 / 12h00 – Brasil
12h00 / 13h00 – Cuba

OBS: Horário de Brasília. (Cuiabá está uma hora atrás)

SELEÇÃO FEMININA JÁ TREINA EM CUIABÁ

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Cuiabá / MT — Em contagem regressiva para a Copa América de Cuiabá, a seleção brasileira adulta feminina, patrocinada pela Eletrobrás fez, neste inicio de fim-de-semana, os primeiros treinos no ginásio Aecim Tocantins, onde a competição será disputada a partir desta quarta-feira (dia 23). O Brasil, que está no grupo “A”, estreia na primeira fase contra Porto Rico. Depois enfrenta República Dominicana (24) e Canadá (25). Apesar do calor, o grupo dirigido por Paulo Bassul treinou com disposição e técnica. Em Cuiabá desde a tarde desta sexta-feira, a delegação nacional já sentiu que a cidade está muito envolvida com a competição.

— É sempre uma alegria defender o meu país, ainda mais em casa. É uma experiência única para o atleta jogar em um ginásio lotado apoiando o time, como se fosse o sexto jogador em quadra. A população está bastante animada com a nossa presença e espero que a competição ajude a desenvolver ainda mais o esporte na cidade. Acredito que tem os torcedores irão lotar a arena todos os dias. Quanto ao calor, já estou acostumada, mas confesso que aqui é o lugar mais quente em que já treinei — disse a pivô Alessandra.

— Foi demais chegar em Cuiabá e me ver nos outdoors da Copa América. Cheguei no hotel e as pessoas já me reconheceram das fotos que estão espalhadas pela cidade. Todas nós estamos muito felizes em jogar aqui e estamos trabalhando em ritmo forte para presentear o público com belas partidas, a vaga para o Mundial e o título da competição — comentou a pivô Kelly.

Antes de estrear na Copa América, o Brasil enfrenta mais uma vez a seleção do Canadá pelos Jogos Desafio Eletrobrás, neste sábado, às 21h30 de Brasília, com transmissão ao vivo do SPORTV. A Copa América classifica as três melhores seleções para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010.

ESPANHA DEFENDERÁ O TITULO NO MUNDIAL EM 2010

Após um início de campeonato cheio de dúvidas, a Espanha agora tem uma certeza: estará na Turquia em 2010 para defender seu título no Campeonato Mundial. Com direito a show do pivô Pau Gasol, a Fúria atropelou a França nesta quinta-feira e garantiu a passagem para as semifinais do Europeu de seleções. Por consequência, a vitória por 86 a 66 carimbou o passaporte da equipe para o Mundial do ano que vem.

Agência/Reuters

Duas partidas de quartas de final foram disputadas nesta quinta-feira. Além da vitória espanhola, a Sérvia bateu a Rússia. Os outros dois jogos estão marcados para sexta: Eslovênia x Croácia e Turquia x Grécia. Os quatro vencedores vão às semis e garantem vagas no Mundial. Os perdedores disputam as outras duas vagas. Vale lembrar que a Turquia, país-sede, já está classificada. Se ficar entre os seis primeiros, o sétimo também se classifica.


Até então invicta, a França não resistiu à força de Gasol. O pivô anotou 28 pontos e pegou nove rebotes. Rudy Fernandez também fez bonito, com 16 pontos e cinco rebotes. Pelo lado francês, o destaque foi o pivô Ronny Turiaf, que anotou 12 pontos. O armador Tony Parker, que vinha sendo o melhor jogador do torneio até então, foi limitado a seis pontos.

Logo no início do jogo, a Espanha partiu para cima e não deu chance aos franceses. No intervalo, a vantagem da Fúria já era de 47 a 32. Gasol já tinha 14 pontos e quatro rebotes àquela altura. No terceiro período, a vantagem se manteve, e no último a França ainda ameaçou reagir. Turiaf apareceu bem, mas não foi o suficiente para encurtar a vantagem. Os espanhóis logo retomaram o controle do jogo e garantiram a vitória.

Gasol comandou a campanha espanhola no último Mundial em 2006, mas não jogou a final contra a Grécia porque estava machucado. Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador da competição. O Brasil também estará na Turquia, ao lado de Argentina, Porto Rico e Canadá, que conseguiram a classificação na Copa América.

FRANÇA DERROTA TURQUIA E CARIMBA O PASSAPORTE PARA O MUNDIAL

Agência/Reuters

Criticada por não conseguir se classificar para as Olimpíadas de Pequim, a França ressurge no cenário internacional e confirma sua vaga no Mundial de 2010. Já garantida no campeonato por ser a sede, a Turquia chegou a abrir 19 pontos no primeiro tempo, mas sumiu em quadra no segundo e permitiu a reação dos franceses, comandados por Tony Parker, que carimbaram o passaporte com o placar de 80 a 68 e a quinta colocação no Europeu, em Katowice, na Polônia.

A Turquia começou o jogo, dominando as jogadas sob o comando de Hedo Turkoglu. Porém, apesar de terminar o primeiro tempo com uma vantagem de 11 pontos (43 a 32), os turcos não conseguiram sustentar a diferença no terceiro quarto e permitiram o início da reação francesa, que culminou no último período, quando chegaram a abrir 15 a 0.

Cestinha e responsável pelo show da França no fim da partida, Tony Parker terminou o duelo com 28 pontos, 10 assistências e 4 rebotes. Pela Turquia, Turkoglu foi o maior pontuador com 13.

Na segunda partida deste sábado, a Croácia garantiu a última vaga para o Mundial ao vencer a Rússia por 76 a 69 e ficar com o sexto lugar do Europeu. Destaque para Roko-Leni Ukic, que marcou 18 pontos e foi o cestinha do jogo. No domingo, os russos enfrentarão os turcos pela disputa da sétima colocação.

Ainda neste sábado, serão realizadas as semifinais do campeonato. Já classificadas, a Espanha enfrentará a Grécia e a Eslovênia jogará contra Sérvia por uma vaga na decisão.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CBB INVESTE NA INFRAESTRUTURA DA COPA AMÉRICA EM CUIABÁ

A capital matogrossense se prepara para receber o maior evento de basquete feminino das Américas. A partir do dia 23, a sexta edição da Copa América será disputada no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, com oito seleções disputando três vagas para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010. Além do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Cuba, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela estarão na briga. Para realizar um evento desse porte, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB), em parceria com o Governo de Mato Grosso e a Federação Matogrossense de Basquetebol, está investindo na infraestrutura do local e trabalhando para que atletas e público possam usufruir da melhor maneira possível da competição.

— Estamos providenciando toda a estrutura para um evento de nível internacional. Será instalado no ginásio o piso oficial da FIBA, que foi usado no Campeonato Mundial de 2006, em São Paulo, e teremos ainda um segundo espaço para treinos. Instalamos mais de 40 climatizadores de grande porte no ginásio e nos vestiários que vão diminuir em aproximadamente oito graus a temperatura interna. Tudo também está sendo feito para que a cobertura da imprensa aconteça da melhor maneira possível — disse Carlos Baltar, diretor de operações da Copa América.

Os cuidados com as jogadoras não serão deixados de lado, afinal são elas que garantem a festa.

— Nossa preocupação com o bem-estar das jogadoras é grande, pois elas são as estrelas do evento. No hotel que hospedará as delegações, teremos uma sala de refeição especial para elas, com todo o cardápio balanceado desenvolvido por uma nutricionista. Haverá ainda uma sala de vídeo para que os técnicos possam se reunir com as atletas e analisar as gravações dos jogos — afirmou o diretor técnico da CBB, André Alves.

O presidente da Federação Matogrossense de Basquetebol, Claudio Barreto, destaca o apoio fundamental da Secretaria de Esportes de Cuiabá que, em 2008, aprovou o projeto da Copa América e está investindo R$ 1, 25 milhão na realização do evento.

— Para nós, é um acontecimento muito salutar, que ajudará a alavancar o basquete de Mato Grosso. Estou recebendo delegações de vários municípios próximos, com atletas e treinadores, que vêm assistir aos jogos. Não estamos medindo esforços para que a Copa América de Cuiabá seja um sucesso. E queremos o legado de tudo isso, que é ter cada vez mais crianças praticando o basquete — comentou Barreto.

Além dos jogos da competição, haverá um amistoso entre a seleção brasileira e a do Canadá no sábado (dia 19), também no Aecim Tocantins (20h30). Para todas as partidas, inclusive o amistoso, os ingressos serão trocados por alimentos não perecíveis nos postos oficiais (Ginásio Aecim Tocantins, Ginásio Verdinho, no CPA, Ginásio Fiotão, e Ganha Tempo).