quinta-feira, 24 de setembro de 2009
ARGENTINA GANHA DE 62 A 57 DO CHILE
BRASIL SUPERA PORTO RICO NO PRIMEIRO DIA DE COMPETIÇÃO POR 78 x 34
COMFIRA A AGENDA DA COPA AMÉRICA FEMININA DE CUIABÁ
CANADÁ DERROTA REPÚBLICA DOMINICANA NA COPA AMÉRIA EM CUIABÁ POR 103 x 37
COPA AMÉRICA FEMININA: CUBA 94 x 60 CHILE
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A RAINHA HORTÊNCIA FOI HOMENAGEADA EM CUIABÁ
BRASIL ESTRÉIA HOJE NA COPA AMÉRICA
Quando a bola subir nesta quarta-feira, em Cuiabá, a seleção feminina do Brasil inicia sua campanha na Copa América contra Porto Rico, às 20h (de Brasília), em busca de uma das três vagas para o Mundial da República Tcheca, em 2010. Na quadra do ginásio Aecim Tocantins, contudo, a equipe de Paulo Bassul buscará algo mais que o passaporte: a identidade. Após atuações irregulares no período de amistosos e passagens turbulentas fora da quadra, é hora de mostrar se o trabalho está mesmo no caminho certo.
O SporTV transmite Brasil x Porto Rico ao vivo às 20h. A primeira rodada começa antes, às 16h, com Chile x Cuba. Às 18h, a República Dominicana enfrenta o Canadá. Após o jogo da seleção brasileira, Argentina e Venezuela encerram o dia.
- Temos que começar em ritmo forte. É uma competição curta e não podemos vacilar em partida alguma. A ansiedade da estreia existe, mas já somos maduras para trabalhar isso de forma positiva – afirmou a ala Micaela, uma das remanescentes da campanha decepcionante nas Olimpíadas de Pequim.
Fora da quadra, a seleção viveu situações conturbadas, como a convocação de Iziane, que tinha sido banida por Paulo Bassul no Pré-Olímpico de 2008. Apesar da insistência da coordenadora Hortência, que completa 50 anos nesta terça-feira, a jogadora do Atlanta Dream recusou o chamado. Companheira de Iziane na WNBA, Érika também não atendeu à convocação, já que o time se classificou para os playoffs nos Estados Unidos.
Dentro das quatro linhas, o Brasil penou na fase de amistosos, mesmo enfrentando adversários mais fracos. Apesar do longo período de treinos, a equipe demorou até encontrar seu jogo. No primeiro desafio, contra a Argentina, vitória apertada por 65 a 50. Na segunda partida, contra o mesmo adversário, a pior atuação: vitória por 77 a 71 na prorrogação, graças a Franciele, que jogou praticamente sozinha. Contra as canadenses, outro triunfo dramático, por 69 a 68, com bandeja de Adrianinha no último segundo. Só no último amistoso, a equipe bateu o Canadá com facilidade, por 67 a 45.
Antes da última partida, Bassul cortou a pivô Karina Jacob e fechou o elenco de 12 atletas. As armadoras são Adrianinha, Natália e Helen. As alas são Karen, Micaela, Fernanda e Palmira. No garrafão, o técnico conta com as pivôs Kelly, Mamá, Alessandra, Franciele e Silvia.
O Brasil está no grupo A e, após enfrentar Porto Rico, pega a República Dominicana (às 20h30m de quinta-feira) e o Canadá (às 20h30m de sexta). Das quatro equipes de cada grupo, duas avançam para as semifinais. As duas seleções finalistas e a dona da medalha de bronze se classificam para o Mundial da República Tcheca.
QUAL BRASIL VAI À QUADRA?
Após mais de dois meses de treinos em Barueri, a seleção feminina disputou uma série
de amistosos às vésperas da Copa América. E tropeçou nas próprias pernas. Mostrou um basquete preguiçoso, repleto de equívocos, com uma defesa muito permissiva e um ataque incrivelmente sem opções. Nos dois últimos quartos da última partida, contra o Canadá, o nível melhorou, a marcação apertou, o ataque acordou. Aí fica a dúvida: qual Brasil vai entrar em quadra na Copa América a partir de hoje, às 20h, em Cuiabá, na estreia contra Porto Rico?
A missão mais importante, claro, é garantir uma das três vagas para o Mundial da República Tcheca, e isso não deve ser muito difícil, devido ao nível das adversárias - até Cuba deve estar capenga, sem Yakelyn Plutín e Yayma Boulet. Se a equipe não conseguir a vaga, claro, será uma vergonha sem precedentes.
Confiando que vamos carimbar o passaporte, passamos a outro estágio: a análise do jogo, já olhando para o futuro, para o Mundial. A julgar pelo período de preparação, as cinco jogadoras que inspiram maior confiança no técnico Paulo Bassul - e podem inclusive formar o quinteto titular da Copa América - têm mais de
30 anos: Adrianinha, Helen, Micaela, Mamá e Alessandra. Sem julgar o valor individual
de cada uma (algumas ainda podem ser muito úteis), mas um quinteto com todas as atletas na casa dos 30 não deixa de ser um retrato do basquete feminino brasileiro, que pena para
se renovar e se agarra como pode às veteranas. Até quando?
Por Rodrigo Alves
REVIVENDO O PASSADO (JORDAN x RUSSELL, A REVANCHE)
No discurso na cerimônia do Hall da Fama, Michael Jordan citou Bryon Russell, ala do Utah Jazz, que o tinha provocado na primeira aposentadoria, em 1993, lamentando que não teria chance de anular o astro em quadra. Jordan retornou, Russell teve sua chance, e o resultado é a famosa cesta do título de 1998. Após o discurso, o jogador do Jazz disse que toparia enfrentar Jordan hoje num duelo um-contra-um.
Agora o desafio está oficialmente na mesa. Brandt Andersen, dono do Utah Flash, time da Liga de Desenvolvimento, ofereceu US$ 100 mil para os dois se enfrentarem, com o dinheiro sendo revertido para a caridade. Russell, aos 38 anos, já topou. Jordan, 46, recebeu uma mensagem de Andersen através de um amigo comum, mas ainda não deu resposta. Será que o mestre topa? Além da causa nobre, seria no mínimo interessante, não acham?
Por Rodrigo Alves
HELEN, RECORDISTA DE PARTICIPAÇÕES NA COPA AMÉRICA
COM CINCO JOGADORAS NA CASA DOS TRINTA ANOS SELEÇÃO BUSCA VAGA NO MUNDIAL
Depois de fracassar nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, o técnico Paulo Bassul resolveu apostar na experiência. Nos últimos amistosos antes da estreia na Copa América de Cuiabá, ele lançou mão das cinco trintonas de seu elenco e armou o time titular com Alessandra, Mamá, Helen, Adrianinha e Micaela. O quinteto com média de idade de 32,4 anos e o tratamento com pílulas anticoncepcionais para evitar que as atletas sofram com a TPM durante o torneio são as armas da equipe que inicia a luta por uma vaga no Mundial da República Tcheca-2010 às 20 horas (de Brasília) desta quarta-feira, diante de Porto Rico.
Em sua pior performance olímpica, o Brasil superou apenas a seleção de Mali e encerrou os Jogos de Pequim no penúltimo lugar. Com vacilos nos momentos decisivos das partidas, o time se despediu ainda na primeira fase após derrotas contra Coréia do Sul, Austrália, Letônia e Rússia. Para Bassul, o fiasco foi consequência da falta de experiência da equipe levada à China. A média de idade do grupo convocado para buscar uma das três vagas no Mundial que a Copa América oferece não é muito maior (28,3 x 27,5), mas a vivência das atletas chamadas para a competição no Mato Grosso faz a diferença.
No grupo que foi à Pequim, apenas Claudinha, Êga e Mamá tinham mais de 30 anos e cinco das 12 convocadas nunca haviam jogado um Mundial ou uma Olimpíada. Adrianinha, Claudinha e Kelly, bronze em Sidney-2000, eram as únicas medalhistas. No elenco da Copa América, somente Natália Burian e Palmira Marçal não têm Mundiais ou Olimpíadas no currículo. Adrianinha e Kelly ainda ganharam a companhia de Helen (bronze em Sidney) e Alessandra (prata em Atlanta-1996 e bronze em Sidney). Para completar, ambas são remanescentes do título Mundial conquistado na Austrália em 1994.
Helen, 36 anos, e Alessandra, 35 anos, são as duas mais velhas do elenco. Experientes e consagradas, ambas jogam na Europa e já davam a carreira na seleção brasileira como encerrada. Companheiras de Hortência durante anos no time nacional, elas atenderam a um pedido da ex-jogadora, atual coordenadora do basquete feminino, e retornaram à equipe. A pivô voltou após a ascensão de Carlos Nunes à presidência da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) no lugar de Gerasime "Grego" Bozikis. Ainda assim, a atleta manteve o processo contra a entidade, acusada de não pagar o seguro por sua lesão no Mundial do Brasil-2006.
As cinco veteranas da seleção posaram para a GE.Net antes da vitória por um ponto sobre o Canadá, na última quinta-feira, em Barueri. Ao olhar para o lado e ver Helen, Adrianinha, Micaela e Mamá, Alessandra brincou: "você quer fotografar só as trintonas, né?". O grupo de 162 anos conta com a confiança de Bassul. "Nos momentos cruciais, essas jogadoras dão estabilidade para o time tomar as decisões corretas na velocidade que o jogo pede. O auge de uma jogadora de basquete é com 28 anos, quando ela junta condição física, psicológica e técnica. Elas ainda estão próximas desse nível e podem acrescentar muito tanto no aspecto técnico individual, quanto no coletivo", disse.
Há mais de uma década na seleção, o preparador físico João Nunes teve contato com Helen e Alessandra na primeira passagem da dupla pela equipe nacional. Na véspera da estreia na Copa América, ele atesta a boa forma física das cinco veteranas convocadas pelo técnico Paulo Bassul. "O que importa é o estado e as condições de saúde de cada atleta. Pode ter uma menina de 35 anos melhor que uma de 27. Com o tempo, elas perdem velocidade, agilidade e explosão. Mas em um esporte coletivo, acabam achando um entendimento melhor e encurtam alguns caminhos dentro da quadra. Uma jogadora tecnicamente melhor satisfaz essas perdas com experiência", analisou.
Com 1.205 pontos e 120 jogos na seleção brasileira, Helen não conhecia boa parte das atuais jogadoras do time. A veterana chegou a afirmar que as jovens são "mais preguiçosas" e treinam menos do que antigamente em função de distrações como a Internet e o telefone celular. Para Paulo Bassul, a situação é inevitável. "Isso sempre tem, principalmente em idade mais de adolescência, mas é uma coisa mundial. O que faz a jogadora treinar é a competitividade. Quando ela percebe que tem muita gente brigando pela mesma coisa, é obrigada a ralar, treinar e se esforçar para entrar na briga", afirmou.
Principal líder do elenco, Helen notou a falta de malícia de algumas de suas companheiras durante o período de treinamento em Barueri. "Elas ainda não sabem decidir o momento certo de passar bem uma bola ou de arremessar. O basquete é decido nos detalhes e eu e a Alê temos a obrigação de apontar as coisas que as mais novas não conseguem ver", afirmou a armadora, acompanhada por Alessandra. "Não digo que é falta de talento, mas às vezes falta um pouco de experiência. Elas são muito ingênuas em alguns momentos. Depois do Mundial de 2006, essas meninas assumiram uma responsabilidade muito grande de um dia para o outro", analisou a pivô, que tem 1.404 pontos e 116 jogos no time nacional.
Em fase final de carreira, ambas pretendem jogar no Brasil na próxima temporada e admitem a possibilidade de disputar o Mundial da República Tcheca-2010. Alessandra usa a trajetória de Hortência como exemplo. "Eu achava que já estava velha para jogar na seleção, mas ela me disse: 'quando eu ganhei a prata em Atlanta com você, tinha 36 anos'. Eu falei: 'nossa, nem parecia!'. Se ela jogava tudo aquilo com 36, eu ainda estou bem para a seleção. Não tenho que provar mais nada para ninguém. Se eu puder fazer 20 corta-luzes para deixar uma menina livre, vou fazer. Não vou ficar brigando para chutar uma bola que muitas vezes não vou ter nem força física para chutar. Nós, as mais velhas, estamos com a cabeça de nos doar para o grupo", disse.
Comissão usa anticoncepcionais para evitar TPM
A Copa América será realizada entre os dias 23 e 27 de setembro. Para garantir que as 12 convocadas estejam em plenas condições físicas e psicológicas neste período, a comissão técnica da seleção contou com a consultoria de Thatiana Parmigiano, especialista em ginecologia do esporte. Com a administração de pílulas anticoncepcionais indicadas pela médica, o técnico Paulo Bassul espera contar com força total em Cuiabá.
"Tem menina que sente muito esse problema. A partir do momento em que hoje existem métodos de controle para prevenir isso, o ideal é que você utilize e evite esses efeitos", disse o treinador. A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorre na segunda metade do ciclo. Nervosismo, alterações de humor, cólicas, ansiedade e dor de cabeça são alguns dos sintomas. Com o tratamento, as jogadoras não estão ficando menstruadas e, consequentemente, têm evitado o desconforto.
Em Barueri, Parmigiano ministrou uma palestra para o grupo e conversou individualmente com cada convocada. As jogadoras ainda passaram por ultra-sonografia e realizaram alguns exames de sangue indicados pela médica. Durante as consultas, a ginecologista apurou se as atletas gostam ou não de jogar menstruadas, se o fluxo chega a atrapalhar durante os jogos e treinos, se elas já usaram o chamado "calendário competitivo" anteriormente e outras particularidades. Com base nestes dados, elaborou os tratamentos.
"A atleta treina o ano inteiro para jogar um campeonato e às vezes fica menstruada naquele dia, tem uma cólica forte e fica de cama", exemplificou Parmigiano. "Em uma competição de menos de uma semana, a gente consegue programar com elas e evitar a TPM neste período. Quando dei a palestra, uma das jogadoras mais importantes da seleção falou que odiava jogar menstruada e não sabia que tinha a opção de evitar isso. A ideia é você competir no período em que se sente melhor", completou a médica, que também conversou com a equipe sub-16.
Como algumas pílulas contêm substâncias que podem ser detectadas no exame antidoping, o tratamento deve ser minucioso e feito por um especialista. Uma das jogadoras mais experientes do elenco, a pivô Alessandra aprova o acompanhamento com a ginecologista. "Tem meninas que não conseguem nem sair da cama de tanta cólica. Então, é uma coisa que tem que ser estudada antes da competição. Se os jogos caem nos dias que você está mal, pode jogar um torneio importante por água abaixo", explicou.
Apesar da meta de evitar a TPM durante as competições, o técnico Paulo Bassul garante ser compreensivo e mudar o grau de exigência ao perceber que uma determinada atleta está sofrendo com os sintomas do período. "O treinador precisa ter essa sensibilidade. Estamos lidando com seres humanos, e não com máquinas. Então, você precisa ter essa dosagem de às vezes individualizar a questão", declarou o comandante do time feminino.
Com o longo tempo de convivência intensa, as próprias jogadoras aprenderam a identificar o estado umas das outras. "A gente acaba se conhecendo um pouco. Se tem uma menina que não está em um dia legal, você tem que respeitar, porque cada uma é como é. Se você vê que uma menina está a fim de brincadeira, vai lá e brinca. Se você percebe que ela está mais quietinha, você respeita. A gente encara isso com naturalidade", disse a armadora Helen.
A estratégia de usar anticoncepcionais para impedir a TPM foi empregada com sucesso pelo técnico José Roberto Guimarães nas Olimpíadas de Pequim-2008. Ele já controlava os ciclos menstruais das atletas da seleção feminina de vôlei para preparar os treinamentos físicos. Ao descobrir que boa parte do elenco menstruaria no meio da competição, o treinador e sua comissão resolveram adotar o expediente e foram premiados com a medalha de ouro.
Vaidade, cremes e experiência movem atletas "over 30"
Alessandra, Mamá, Helen, Adrianinha e Micaela passam boa parte do tempo de tênis, shorts, cabelo preso e pingando de suor. A rotina de atleta, no entanto, não afasta a vaidade das trintonas da seleção brasileira. Após romper a temida barreira, elas apelam a cremes anti-envelhecimento e apostam na experiência dentro da quadra.
"Tem menina de 25 anos que usa anti-age (anti-idade)! Eu também uso, não vou mentir. Ainda não preciso de botox, porque estou bem (risos). Tem gente que me encontra e fala: 'meu Deus, você está com o mesmo corpo que tinha 10 anos atrás!", diz Alessandra, antes de reconhecer, em tom de lamentação: "eu dei uma engordadinha...".
Ela lembra bem do traumático dia em que completou seu 30º aniversário. "Eu estava no vestiário. Vieram duas jogadoras estrangeiras do meu time e falaram: 'welcome to the club' (bem-vinda ao clube). Foi duro... Eu chorei! Mas depois... Fazer o quê? Eu me conformei. O bom é ter 30 anos e estar bem", disse.
Apesar da idade, Alessandra fez uma temporada de alto nível na Europa e passou pela experiência inusitada de atuar ao lado de uma jogadora de 15 anos. No Bourges, a atleta conquistou a Liga Francesa e a Copa da França. "Eu e minhas companheiras over 30 (acima de 30) estamos correndo, estamos chutando, estamos jogando bem e fazendo a diferença", discursou.
Para Helen, a mais velha do elenco convocado para a Copa América, o dia 23 de novembro de 2002 foi mais tranquilo. "Eu adorei fazer 30 anos. Se soubesse que era tão bom, tinha feito antes! Acho que é o nosso melhor momento. É a fase que a gente está mais madura, sai daquela transição de menina para mulher e vê que a vida tem outros valores", explicou.
A armadora assegura que nunca mentiu a idade, mas também contribui com o lucro de bilhões por ano do mercado de cosméticos. "Eu sou meio preguiçosa, mas sempre pinto o cabelo e uso um produto para o rosto. Não gosto cabelos brancos, e tenho muitos. O que me incomoda, eu cuido", explicou Helen.
Um dos destaques do espanhol Hondarríbia Irun na última temporada, ela ainda não pensa na aposentadoria, assim como Alessandra. "Tenho amigas na Europa jogando até com 40 anos. É claro que o físico de uma menina de 20 anos não é igual ao meu, mas nossa experiência e preparação compensam. Tenho 36 e estou com vontade de jogar".
terça-feira, 22 de setembro de 2009
SEIS ATLETAS DA SELEÇÃO JOGAM A COPA AMÉRIA PELA PRIMEIRA VEZ
PROJETO CHÚA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS JA APRESENTA RESULTADOS
“Propiciar a inclusão de crianças e jovens entre 08 a 18 anos para programa esportivo baseado no basquetebol, complementando a sua educação e formação biopsicossocial, incluindo-as socialmente e promovendo valores éticos, de cidadania, de democracia; respeitando as diferenças; oportunizando-lhes ascensão profissional e acadêmica; com intercâmbios junto a outros grupos com o mesmo objetivo e participação nos campeonatos da modalidade.”
Essa é a missão do Projeto Chuá, que é mantido pela Associação de Pais e Amigos do Basquete Feminino (APABAF) de São Bernardo do Campo (SP).
Das 120 meninas em seu ano inicial (2007), o projeto pulou para 280 ao final do último ano.
As escolinhas de formação são divididas por faixa etária e nível de habilidade. Para participar, as crianças precisam apresentar um atestado médico autorizando a prática de esporte, um comprovante de escolaridade e passar por um teste para avaliar o nível de habilidade.
Do núcleo inicial, no centro da cidade, o projeto já inaugurou mais duas outras sedes em bairros periféricos: uma no Areião (em 2008) e a outra no Batistini (em 2009).
Além das atividades formais como campeonatos e festivais, o projeto CHUÁ procura envolver os pais e toda a comunidade, proporcionando palestras (sobre assuntos relacionados com adolescência, educação alimentar, higiene, etc), discussões (sobre métodos de ensino, disciplina e relacionamento dentro do grupo), clínicas de basquete (onde são apresentados aspectos da história pessoal de atletas formados), e também encontros informais, onde as pessoas envolvidas podem relaxar e confraternizar, motivando e servindo como catalisador e formador de núcleos com interesses comuns; principalmente, o de manter e multiplicar o projeto.
Em pouco tempo, os resultados do projeto já se tornaram visíveis, com uma técnica do projeto (Sônia Regina Batista) premiada como a melhor da temporada e duas atletas mirins pré-convocadas para a seleção brasileira.
domingo, 20 de setembro de 2009
PARA DESCONTRAIR NATALIA, JANETH E PALMIRA DISPUTAM ARREMESSOS DURANTE OS TREINOS DA SELEÇÃO
BRASIL VENCE CANADÁ POR 67 X 45 NESTE SÁBADO
sábado, 19 de setembro de 2009
CONFIRA OS DIAS E AS HORAS DOS TREINOS DAS SELEÇÕES QUE IRÃO PARTICIPAR DA COPA AMÉRICA EM CUIABÁ
Rio de Janeiro – A partir de segunda-feira (dia 21) esquenta o clima em Cuiabá com o início dos treinos oficiais das oito seleções que irão disputar a Copa América / Pré-Mundial, de 23 a 27 deste mês. De acordo com a programação do Departamento Técnico da CBB, o Chile será o primeiro a entrar na quadra do ginásio Aecim Tocantins, de 9 às 10 horas de Brasília, enquanto no mesmo horário a equipe de Cuba vai abrir os treinamentos no ginásio da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás irá treinar de 11 às 12 na UFMT e de 19 às 20 no Aecim. Os horários dos dias 26 e 27 dependem da ordem dos jogos.
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SELEÇÃO FEMININA JÁ TREINA EM CUIABÁ
ESPANHA DEFENDERÁ O TITULO NO MUNDIAL EM 2010
Após um início de campeonato cheio de dúvidas, a Espanha agora tem uma certeza: estará na Turquia em 2010 para defender seu título no Campeonato Mundial. Com direito a show do pivô Pau Gasol, a Fúria atropelou a França nesta quinta-feira e garantiu a passagem para as semifinais do Europeu de seleções. Por consequência, a vitória por 86 a 66 carimbou o passaporte da equipe para o Mundial do ano que vem.
Duas partidas de quartas de final foram disputadas nesta quinta-feira. Além da vitória espanhola, a Sérvia bateu a Rússia. Os outros dois jogos estão marcados para sexta: Eslovênia x Croácia e Turquia x Grécia. Os quatro vencedores vão às semis e garantem vagas no Mundial. Os perdedores disputam as outras duas vagas. Vale lembrar que a Turquia, país-sede, já está classificada. Se ficar entre os seis primeiros, o sétimo também se classifica.
Até então invicta, a França não resistiu à força de Gasol. O pivô anotou 28 pontos e pegou nove rebotes. Rudy Fernandez também fez bonito, com 16 pontos e cinco rebotes. Pelo lado francês, o destaque foi o pivô Ronny Turiaf, que anotou 12 pontos. O armador Tony Parker, que vinha sendo o melhor jogador do torneio até então, foi limitado a seis pontos.
Logo no início do jogo, a Espanha partiu para cima e não deu chance aos franceses. No intervalo, a vantagem da Fúria já era de 47 a 32. Gasol já tinha 14 pontos e quatro rebotes àquela altura. No terceiro período, a vantagem se manteve, e no último a França ainda ameaçou reagir. Turiaf apareceu bem, mas não foi o suficiente para encurtar a vantagem. Os espanhóis logo retomaram o controle do jogo e garantiram a vitória.
Gasol comandou a campanha espanhola no último Mundial em 2006, mas não jogou a final contra a Grécia porque estava machucado. Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador da competição. O Brasil também estará na Turquia, ao lado de Argentina, Porto Rico e Canadá, que conseguiram a classificação na Copa América.
FRANÇA DERROTA TURQUIA E CARIMBA O PASSAPORTE PARA O MUNDIAL
Criticada por não conseguir se classificar para as Olimpíadas de Pequim, a França ressurge no cenário internacional e confirma sua vaga no Mundial de 2010. Já garantida no campeonato por ser a sede, a Turquia chegou a abrir 19 pontos no primeiro tempo, mas sumiu em quadra no segundo e permitiu a reação dos franceses, comandados por Tony Parker, que carimbaram o passaporte com o placar de 80 a 68 e a quinta colocação no Europeu, em Katowice, na Polônia.
A Turquia começou o jogo, dominando as jogadas sob o comando de Hedo Turkoglu. Porém, apesar de terminar o primeiro tempo com uma vantagem de 11 pontos (43 a 32), os turcos não conseguiram sustentar a diferença no terceiro quarto e permitiram o início da reação francesa, que culminou no último período, quando chegaram a abrir 15 a 0.
Cestinha e responsável pelo show da França no fim da partida, Tony Parker terminou o duelo com 28 pontos, 10 assistências e 4 rebotes. Pela Turquia, Turkoglu foi o maior pontuador com 13.
Na segunda partida deste sábado, a Croácia garantiu a última vaga para o Mundial ao vencer a Rússia por 76 a 69 e ficar com o sexto lugar do Europeu. Destaque para Roko-Leni Ukic, que marcou 18 pontos e foi o cestinha do jogo. No domingo, os russos enfrentarão os turcos pela disputa da sétima colocação.
Ainda neste sábado, serão realizadas as semifinais do campeonato. Já classificadas, a Espanha enfrentará a Grécia e a Eslovênia jogará contra Sérvia por uma vaga na decisão.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
CBB INVESTE NA INFRAESTRUTURA DA COPA AMÉRICA EM CUIABÁ
